O Brasil adicionou 704 MW de capacidade instalada ao SIN (Sistema Interligado Nacional) em 2025. Desse total, 89% da expansão veio de fontes renovávies. Os dados integram o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, divulgado nesta terça-feira (12) pelo MME (Ministério de Minas e Energia).
O levantamento aponta ainda que a capacidade instalada total de geração elétrica no país atingiu 259,5 GW, uma alta de 6% em relação a 2025.
No recorte por ambiente de contratação, 55% da expansão ocorreu no ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e nos sistemas isolados, enquanto 45% vieram do ACL (Ambiente de Contratação Livre).
A geração hidrelétrica continua na liderança, com participação de 42,5%, seguida pela geração térmica, com 19,7%, MMGD (micro e minigeração distribuída), com 16,8%, eólica, com 13,3%, e solar centralizada, com 7,7%.

Outro ponto apresentado pelo boletim foi o de avanço de intercâmbios de energia. Em 2025, o Brasil exportou em média 364,8 MWmed, alta de 25% em relação ao ano anterior.
Segundo o levantamento, o intercâmbio internacional trouxe benefício financeiro estimado em aproximadamente R$ 174 milhões. A maior parcela desse valor esteve associada ao sistema de transmissão.
Além disso, foi analisado o avanço na infraestrutura e desempenho no setor elétrico. Segundo o boletim, o sistema de transmissão ultrapassou 191 mil km de linhas em operação e atingiu mais de 484 mil MVA de capacidade de transformação.
Entre os empreendimentos estratégicos, está a conclusão do Linhão Manaus-Boa Vista, obra que conectou Roraima ao SIN e ampliou a segurança e a confiabilidade no fornecimento de energia no Estado.
O balanço do sistema elétrico ainda mostrou que o país registrou 43 ocorrências no SIN em 2025, com carga total interrompida de 22.813 MW. Essas ocorrências estão ligadas ao montante de carga de energia interrompida.
Os dados do MME também mostram avanços na universalização do acesso à energia elétrica no Brasil. Em 2025, cerca de 72,5 mil famílias foram atendidas, beneficiando aproximadamente 290 mil pessoas, com investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões.
O Pará concentrou o maior volume de novas ligações tanto no programa rural quanto no programa Amazônia Legal. Clique aqui para conferir o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico.
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