O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (9) que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) agiu de forma correta ao acionar, pela primeira vez, o plano emergencial de gestão de excedentes de energia para evitar riscos à operação do sistema elétrico nacional.
A declaração foi dada após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com representantes do setor de etanol, no Palácio do Planalto.
Segundo o ministro, a medida adotada pelo operador no último domingo (7) foi necessária para garantir a estabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional) diante de um cenário de baixa demanda de energia durante o feriado prolongado de Corpus Christi.
“Isso [o corte] foi feito de forma pontual, assertiva e garantida a estabilidade da energia. E, nós não tivemos nenhum contratempo na questão energética nacional”, disse Silveira aos jornalistas.
No domingo, o ONS acionou o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em novembro de 2025.
A medida foi adotada após o Operador identificar risco de excesso de geração em relação ao consumo de energia. Para equilibrar a oferta e a demanda, o órgão solicitou a redução da geração de grandes usinas sob sua coordenação e acionou pela primeira vez as distribuidoras para que também realizassem cortes em empreendimentos conectados às redes de distribuição.
ONS realiza primeiros cortes em usinas conectadas à rede de distribuição
Segundo Silveira, a redução do consumo foi agravada pela queda das temperaturas em diversas regiões do país durante o fim de semana.
“Houve uma queda de temperatura brusca no país, consequentemente, uma queda de carga, já que muitos ares-condicionados não foram ligados. Naturalmente, a ONS precisou agir imediatamente para garantir a segurança energética nacional”, afirmou.
O ministro alegou ainda que episódios pontuais como o de domingo podem ocorrer em qualquer sistema elétrico do mundo, mas afirmou que o Brasil possui condições de manter a segurança do suprimento energético “está garantida pelos próximos 10 anos” e que o Governo está trabalhando para ampliar a oferta de energia com modicidade tarifária.
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