GC Solar 23.61 GW GD Solar 53.65 GW
Notícias

Sua usina solar está preparada para enfrentar um temporal?

Recomendações vão de estruturas dimensionadas para ventos extremos, a inspeções preventivas, incluindo operação remota para acelerar a retomada da geração

Canal Solar - Sua usina solar está preparada para enfrentar um temporal

Foto: Ilustração

O aumento de ocorrências meteorológicas cada vez mais severas, provocadas pelas mudanças climáticas, reforça a necessidade de preparar usinas solares para enfrentar ventanias, granizo e chuvas intensas.

No Paraná, por exemplo, estado que vem sendo fortemente afetado por temporais frequentes, entre junho e agosto deste ano, a Defesa Civil contabilizou 228 ocorrências em 150 municípios, incluindo 95 vendavais, 62 episódios de granizo e cinco tornados.

Para se ter ideia, em setembro último, 14 estações meteorológicas do Simepar registraram os maiores volumes de chuva para o mês desde o início de suas séries históricas. O cenário exige atenção dos operadores, tanto para prevenir danos físicos quanto para diminuir o tempo em que os equipamentos permanecem indisponíveis.

Segundo a L8 Energy, empresa especializada na construção, operação e manutenção de usinas fotovoltaicas, a combinação de estruturas resistentes, manutenção periódica e tecnologias de supervisão pode reduzir riscos e tornar a resposta a emergências mais rápida.

A empresa também chama atenção para a intensificação do El Niño, fenômeno que favorece o aumento das chuvas no Sul do país. Nesse contexto, o planejamento das instalações e a preparação para condições adversas tornam-se etapas importantes para proteger os ativos e manter a segurança operacional.

Proteção começa na estrutura

A prevenção deve ser considerada desde a implantação do empreendimento, ou seja,  estruturas de sustentação, fundações, ancoragens e fixadores precisam ser dimensionados conforme os ventos esperados na região e as características do terreno.

A L8 Energy recomenda inspeções regulares para identificar corrosão, folgas e deformações capazes de comprometer a estabilidade dos módulos fotovoltaicos.

A manutenção preventiva também deve incluir os sistemas de drenagem e a avaliação das condições do solo, já que precipitações intensas podem provocar erosão, alagamentos e instabilidade, afetando fundações, cabos e equipamentos elétricos.

Depois de um temporal, a empresa orienta que a inspeção verifique possíveis danos às estruturas, aos painéis e às instalações elétricas antes da retomada da operação. A volta à geração não deve ocorrer sem as verificações necessárias.

Controle à distância

Outra recomendação é ampliar o uso de monitoramento remoto por sistemas SCADA, sigla em inglês para Sistemas de Supervisão, Controle e Aquisição de Dados. Essa tecnologia permite acompanhar, em tempo real, variáveis operacionais, alarmes e o estado dos equipamentos.

Quando uma proteção elétrica se desarma durante uma tempestade, por exemplo, o operador pode identificar o ponto afetado e avaliar a ocorrência sem enviar imediatamente uma equipe ao local. Isso reduz a exposição dos profissionais a raios, áreas alagadas e instalações que possam apresentar riscos.

A L8 Energy ressalta, porém, que o controle remoto não substitui a vistoria presencial quando houver suspeita de danos físicos ou quando os protocolos de segurança exigirem uma avaliação em campo.

Câmeras térmicas

A integração do SCADA com câmeras térmicas é outra medida indicada pela empresa. As imagens permitem detectar variações de temperatura que podem sinalizar aquecimento anormal em componentes elétricos ou outras anomalias que precisam ser investigadas.

Em caso de desligamento de um circuito, o cruzamento dos alarmes com imagens e informações térmicas ajuda a avaliar se o equipamento deve continuar isolado e quais verificações precisam ser priorizadas.

Retomada exige segurança

A rapidez na avaliação dos danos é importante porque cada período de indisponibilidade pode representar perda de geração. Com monitoramento remoto, os operadores conseguem localizar ocorrências, organizar as inspeções e decidir com mais agilidade quais procedimentos adotar.

A possibilidade de religar equipamentos à distância, contudo, depende da natureza da falha e das condições de segurança. Diante de indícios de danos físicos, curto-circuito ou risco de incêndio, o equipamento deve permanecer isolado até a conclusão das verificações e a liberação para operação.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.

Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.