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1º encontro nacional da ABSOLAR debate perspectivas para 2022

Evento discutiu tendências, inovações e projetou como o cenário político e econômico pode afetar o setor FV brasileiro

Autor: 9 de dezembro de 2021Brasil
1º encontro nacional da ABSOLAR debate perspectivas para 2022

Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, dialoga com os demais palestrantes do evento. Foto: Henrique Hein

Importantes nomes do setor fotovoltaico brasileiro estiveram reunidos, nesta quarta (8) e quinta-feira (9), no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, para discutir o atual cenário, as oportunidades e as perspectivas do segmento para o país em 2022.

O evento foi organizado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e contou com a presença do Canal Solar e de mais de 3 mil participantes presenciais e remotos. 

Essa foi a primeira reunião organizada pela entidade neste formato. Ao todo, foram mais de 15 palestras realizadas, com direito a pequenos coffee breaks e jantar para os associados. 

A reunião também contou com a participação especial da jornalista Sônia Bridi, profissional premiada e com vasta experiência como correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. 

Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, destacou que o encontro da associação teve como objetivo trazer conhecimento e informações de qualidade para que as pessoas possam planejar seus próximos passos no mercado em 2022.

“Para isso, trouxemos profissionais para discutirem sobre a economia do Brasil e o que esperar do câmbio, da inflação, do PIB; para discutir sobre política e como será o andamento das eleições e dos projetos de lei de maior importância para o setor; e para discutirem sobre as perspectivas futuras do setor”, comentou.

Leia também: Forte crescimento previsto para a energia renovável do Brasil em 2022

Gustavo Vajda, country manager da Canadian Solar e conselheiro da ABSOLAR, classificou o evento como um importante encontro para a troca de informações. “Estamos saindo de um cenário de pandemia, onde muita coisa mudou e todo mundo está querendo saber como está o mercado e como ele vai ficar daqui para frente. Trouxemos grandes especialistas para dar uma visão geral de onde estamos, para onde queremos ir e quais são as expectativas futuras”, disse ele.

Primeiro dia

No primeiro dia de palestras, os holofotes foram apontados para temas relacionados às perspectivas econômicas e políticas do Brasil em 2022 – um ano que promete ser bastante conturbado por causa das eleições. Na sequência, a pauta passou a ser as perspectivas para a cadeia de suprimentos e equipamentos fotovoltaicos para o ano que vem.

Na visão dos participantes, o setor seguirá registrando altas demandas, mesmo com o aumento do preço dos equipamentos. Os especialistas também acreditam em uma redução significativa do preço do frete marítimo após o período do ano novo chinês, em 1º de fevereiro. 

“A tendência é um crescimento que estava represado por causa da pandemia e pelos problemas de precificação e de custos do mercado mundial. Acreditamos que teremos uma demanda muito grande de equipamentos em 2022”, disse Guilherme Nagamine, diretor executivo da L8 Energy. 

Segundo ele, uma das grandes apostas para os próximos meses serão os sistemas em BIPV. Ou seja, células solares integradas à construção de prédios e edifícios, que, não apenas geram eletricidade, como também fornecem funcionalidades adicionais, como proteção contra os raios do sol e chuva. “Tecnologias como vidros solares, telhas solares e filme e fino vão começar a encampar e conseguir espaço neste mercado”, explicou.

O executivo da L8 Energy também tranquilizou o setor com relação aos aumentos nos preços dos equipamentos e garantiu que não existe possibilidade de prejuízos ao setor. “As pessoas têm uma visão muito míope da situação por estarem inseridas no mercado. Se a gente abranger para outros setores, vamos ver que tudo aumentou (em 2021, por causa da pandemia) e não só o setor fotovoltaico. Então, não existe essa possibilidade de o mercado fotovoltaico não encampar mais vendas porque ficou caro, pois tudo ficou mais caro também”, explicou.

Segundo dia

O segundo dia de palestras focou em assuntos relacionados à inovação de equipamentos fotovoltaicos e novidades para o financiamento de sistemas solares. O encontro da ABSOLAR também reservou espaço para discussões voltadas para o empreendedorismo e o armazenamento de energia elétrica, com foco em aspectos econômicos, regulatórios, tecnológicos e suas aplicações.

A expansão e a viabilização de grandes usinas também foi tema de discussão na reta final da reunião. “A solar, que tomou muita força na GD (geração distribuída) nos últimos dois anos, volta agora para o mercado livre a medida que vai se especializando e que os epcistas conseguem desenvolver expertises e melhorar a eficiência dos ativos de energia”, disse Tiago Vianna, CEO da Oeste Solar. 

Para o executivo, que participou do segundo dia do evento como palestrante, a confraternização foi de suma importância para fortalecer o setor e discutir novas tendências. “Estamos vendo grandes instituições financeiras, que ainda não estavam participando do nosso setor, enxergar nele baixa inadimplência, alta lucratividade e a oportunidade de aportar grandes volumes para que o setor continue a se desenvolver”, pontuou.

Henrique Hein

Henrique Hein

Atuou como repórter no jornal Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o setor de energia solar fotovoltaica, cobrindo as editorias de Mercado e Tendências; Negócios e Empresas; Cases e Bastidores da Política.

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