A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (19) o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da Amazonas Energia. Os novos índices passam a valer a partir de 26 de maio para mais de 1 milhão de unidades consumidoras atendidas pela concessionária no estado.
Segundo a Agência, o efeito médio do reajuste para os consumidores cativos será de 6,58%. Para os clientes residenciais da classe B1, o aumento será de 3,77%. Já os consumidores de baixa tensão terão reajuste médio de 3,79%, enquanto os de alta tensão registrarão elevação média de 13,24%.
A Agência informou ainda que o reajuste foi impactado principalmente pelos custos de aquisição e transporte de energia elétrica, além dos encargos setoriais previstos no setor elétrico.
Subsídio barra aumento que seria superior a 23%
De acordo com a ANEEL, os índices aprovados foram reduzidos em função da antecipação de R$ 735 milhões relacionados à repactuação de cotas de UBP (Uso de Bem Público), conforme previsto na Lei nº 15.235/2025. O mecanismo foi aplicado com foco na modicidade tarifária.
A medida ajudou a suavizar o impacto do reajuste nas contas de energia no Amazonas. Sem a compensação financeira aplicada no processo, os percentuais aprovados pela Agência seriam drasticamente mais elevados: o reajuste médio original estimado pela área técnica era de 23,15%, valor quase quatro vezes maior do que o índice final homologado.
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Aumento dos pedidos de reajuste tarifário
Com mais essa atualização, sobe para 13 o número de distribuidoras que tiveram pedidos de reajuste tarifário aprovados pela ANEEL em 2026, impactando quase 40 milhões de unidades consumidoras em diferentes regiões do país.
Confira abaixo as concessionárias que já tiveram reajustes tarifários autorizados pela ANEEL em 2026, da maior para a menor alta aprovada:
- Roraima Energia: 24,13%;
- CPFL Santa Cruz: 18,89%;
- Enel Rio: 15,6%;
- CPFL Paulista: 12,13%;
- Energisa Mato Grosso do Sul: 12,1%;
- Light: 8,6%;
- Energisa Mato Grosso: 6,86%;
- Energisa Sergipe: 6,86%;
- Amazonas Energia: 6,58%
- Coelba: 5,8%;
- Enel Ceará: 5,78%;
- Neoenergia Cosern: 5,4%;
- CEA Equatorial: 3,54%.
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