O Brasil deverá instalar ao menos 60 milhões de medidores inteligentes nos próximos dez anos, impulsionado pela digitalização das redes elétricas e pela abertura gradual do Mercado Livre de Energia, segundo projeções da Envol Energy Consulting – consultoria especializada no setor elétrico.
De acordo com o estudo, o movimento poderá demandar investimentos entre R$ 25 bilhões e R$ 35 bilhões apenas em equipamentos voltados à modernização da medição de consumo de energia para consumidores de baixa tensão, comerciais e residenciais.
A expansão desse mercado ocorre em meio à regulamentação da Lei 15.269/2025, que modernizou o marco regulatório do setor elétrico brasileiro e estabeleceu um cronograma escalonado para a abertura total do Mercado Livre de Energia para os consumidores de baixa tensão.
O que são medidores inteligentes?
Os medidores inteligentes são equipamentos capazes de registrar o consumo e a geração de energia em intervalos curtos ao longo do dia, permitindo monitoramento detalhado da energia utilizada ou injetada na rede elétrica.
Diferentemente dos medidores convencionais, os modelos inteligentes permitem leitura remota, integração com tarifas horárias, maior controle operacional e suporte à digitalização das distribuidoras de energia.
Os aparelhos são considerados fundamentais para ampliar a eficiência operacional das distribuidoras, reduzir perdas elétricas, facilitar a integração da geração distribuída e permitir modelos mais avançados de gestão do consumo.
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Modernização do setor elétrico
Atualmente, a penetração dos medidores inteligentes no Brasil ainda está entre 5% e 6%, percentual considerado baixo na comparação internacional. Países como Austrália já apresentam níveis elevados de implementação, enquanto Reino Unido e Estados Unidos operam com taxas entre 60% e 70%.
Para Alexandre Viana, CEO da Envol, a expansão desse tipo de tecnologia deve se consolidar como um dos pilares da modernização do setor elétrico brasileiro nos próximos anos. “O medidor inteligente é central para a transição energética. Se a energia não for corretamente valorada ao longo do dia, haverá distorções na forma como ela é consumida e remunerada”, disse ele.
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