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Começando 2022 com muito conhecimento técnico

Entenda porque o conhecimento técnico será cada dia mais o diferencial que você deve buscar em nosso setor

Autor: 26 de janeiro de 2022Opinião
Começando 2022 com muito conhecimento técnico

Como os projetos do setor de energia solar podem evoluir tecnicamente? Foto: Envato

As diferenças entre os tipos de conhecimento estão cada vez mais nítidas para o mercado de energias renováveis. 

Muito se fala sobre a valorização das soft skills, e que nem só de conhecimento técnico se faz uma empresa. Porém, é inegável que o conhecimento técnico é a base para que qualquer área, tecnológica ou não, se torne relevante e confiável.

Afinal, é o conhecimento técnico que une teoria e prática de uma forma mensurável e exata. E ninguém deseja investir muito tempo e dinheiro em um projeto incapaz de entregar resultados concretos, principalmente pelos custos envolvidos, não é?

A importância do know-how está refletida até mesmo na busca do trabalhador por formação. 

De acordo com o IBGE, 49,3 milhões de pessoas que concluem o ensino médio buscam cursos técnicos. Dentre 2013 e 2019, as matrículas em cursos técnicos cresceram 17%. A meta do Plano Nacional de Educação é triplicar as matrículas da educação profissional técnica até 2024.

Diante desta tendência tão clara na educação brasileira, fica a pergunta: Será que o nosso setor tem real dimensão da importância do conhecimento técnico? Quais são os principais benefícios focar nesse olhar técnico? Como os projetos do setor de energia solar podem evoluir tecnicamente? É sobre isso que falarei hoje.

Enriquecer a base de conhecimento da empresa

Toda empresa precisa que a equipe esteja na mesma página quando se trata de conhecimento sobre os serviços e produtos. Para projetos de menor porte, com inversores on-grid ou MLPE, é solicitado ao menos que se entenda os componentes do projeto, funcionamento básico e suas finalidades, assim como uma boa análise de geração.

A base de conhecimento é uma documentação das informações e promove mais eficiência, qualidade e confiança para a equipe. Além disso, a simples atividade de continuar alimentando a base de conhecimento traz mais colaboração e produtividade para a rotina.

Com conhecimento técnico, sua base se torna mais profunda e detalhada para que a equipe saiba responder os porquês de cada atividade. Ninguém mais sentirá que precisa fazer algo de uma determinada maneira só porque um superior assim prefere. Cada colaborador deverá ser capaz de entender como algo deve ser feito para atingir os objetivos, visto que a velocidade do mercado é intensa, e assim, sentirá mais autonomia para entregar o melhor valor agregado.

Aumentar o valor técnico dos projetos ao invés de entrar na guerra dos preços

É comum que as empresas caiam na armadilha de precificar apenas de acordo com a concorrência. A guerra de preços pode ser evitada quando conseguimos mensurar de que forma os aspectos técnicos do projeto impactam no resultado entregue ao cliente. 

Quando entramos nos projetos de médio/grande porte, essa linha de conhecimento precisa ser ainda mais enaltecida, pois o nível de concorrência começa a ser ainda mais implicativo no momento do fechamento do contrato.

Por isso, é importante iniciar a negociação com planejamento e demonstrativo de execução, passando por temas como necessidade de atualização da cabine primária, aterramento, entendimento especifico dos melhores equipamentos e principalmente a nova Lei 14.300 que foi aprovada e sancionada em janeiro deste ano.

Um projeto de valor técnico é aquele que, além de qualidade e organização, possui indicadores que provam a sua eficiência. Se você conseguir mostrar ao cliente, em números, a vantagem que ele terá ao ser atendido pela sua empresa, o preço deixará de ser questionável. O cliente precisa saber que está pagando por uma assertividade superior às outras opções do mercado. 

Criar um vínculo de confiança maior da empresa instaladora com o cliente final

Por fim, reforço o quanto o conhecimento técnico é um aliado de um dos principais fatores de decisão na hora da compra: a confiança. Conforme o estudo Edelman Trust Barometer, feito em junho de 2021 com 14 mil pessoas de 14 países, 79% dos entrevistados afirmam que hoje é mais importante confiar nas marcas do que era no passado. Além disso, 36% dizem não comprar mais de marcas que amam porque já não confiam nelas.

Sabemos que os projetos de energia solar, e outros serviços do setor, são investimentos que visam a economia ao longo prazo, porém inicialmente podem pesar no bolso do consumidor. O investimento torna a relação de confiança ainda mais valiosa, pois o consumidor quer ter a certeza de que está pagando por algo eficiente. Ao se posicionar como um especialista capacitado tecnicamente, capaz de antecipar e prevenir problemas no projeto, seu vínculo de confiança com o consumidor será fortalecido.

A capacitação técnica já não pode esperar

Em 2021, o Brasil criou 153 mil empregos no setor de energia solar. Dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) mostram que o Brasil é o oitavo país que mais gera emprego no setor, ficando à frente de líderes históricos do segmento, como Alemanha e Reino Unido. 

Fazendo um paralelo entre esses dados e o aumento da procura por cursos técnicos no país, temos em vista um enorme potencial de crescimento da mão de obra especializada no setor. Agora, em 2022, é o momento de engenheiros, projetistas, instaladores e demais profissionais do setor buscarem atualizar seus conhecimentos técnicos. A concorrência virá forte, e o consumidor já deixou claro: sem confiança, sem negócio. 

Gustavo Tegon

Gustavo Tegon

Formado em Negócios Internacionais e com MBA em Gestão e Negócios pela Universidade Metodista de Piracicaba. Com grande experiência em geração distribuída, liderou os fabricantes BYD, JINKO e Canadian Solar no Brasil, alcançando a marca expressiva de ter entregue mais de 1 GW no setor desde 2017. Atualmente, é co-fundador e diretor de Negócios da Esfera Solar, distribuidora de geradores fotovoltaicos.

3 comentários

  • Luiz Carlos Klinkowski Machioli disse:

    Para vender é preciso conhecimento técnico que não é nada dificel afinal energia fotovoltaica já existe há anos, Einsten ganhou o prêmio Nobel com ela.

  • Paulo Estevam disse:

    Onde e como me capacitar para o mercado de energia renovável, como solar fotovoltaico? Tenho muito interesse.

  • Muito boa a me teria.
    Parabéns.
    Suou represenrante comercial de uma empresa de Energia Solar. Má xonressonquw não foi dado uma formação sequer para o repreeentante. O interesse em vender é tão grande que estão esquecendo dedte detalhe .
    Estou a 3 meses nedrs seguimento e tudo que sei foi procurando por cont própria. Não fiz um curso específico mas procuro participa de Lives e formações que são oferecidas na Internet. E ja percebi que aqui wm São Paulo há uma grande dificuldade de se vender energia solar. Pois vejo a grande diferença com outros Estados.
    Eu acredito que as empresas que contratam seus representantes deveriam dar uma atenção melhor no sentido de formação técnica .
    Obrigado.

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