O empresário Vinicius Pires da Silva Allazio, proprietário da VP Solar, foi preso no Espírito Santo por suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas à venda de terrenos e de sistemas de energia solar.
Segundo a Polícia Civil, havia contra ele um mandado de prisão preventiva por estelionato envolvendo equipamentos e serviços de instalação fotovoltaica que teriam sido pagos, mas não entregues.
De acordo com informações do G1, o empresário foi detido inicialmente em 9 de julho durante uma investigação sobre a comercialização irregular de lotes em Vila Velha (ES).
A polícia informou que ele foi abordado enquanto negociava um terreno e estava com um cheque de R$ 100 mil, que seria de uma das vítimas do suposto esquema. Além da investigação imobiliária, Allazio é citado em processos movidos por clientes da VP Solar.
Uma aposentada de 85 anos e uma igreja evangélica afirmam ter contratado sistemas fotovoltaicos da empresa sem receber os equipamentos e os serviços previstos. A cliente contratou, em outubro de 2024, um sistema avaliado em R$ 65 mil e pagou R$ 50 mil como entrada.
O prazo para entrega e instalação variava entre 70 e 100 dias, mas terminou em janeiro de 2025 sem a execução do serviço, segundo o advogado Lisandri Paixão Santana Lima Junior, que representa a consumidora.

Outra ação foi apresentada por uma igreja evangélica localizada no município da Serra. A instituição afirma ter pago R$ 64.990 pela compra e instalação de um sistema solar. O contrato também foi assinado em outubro de 2024, mas o prazo terminou sem que o serviço fosse concluído.
Segundo o advogado, a VP Solar começou a encerrar suas atividades presenciais no início de 2025. A empresa mantinha unidades em municípios como Serra, Vitória e Venda Nova do Imigrante, além de outros pontos do interior capixaba.
Os estabelecimentos teriam sido fechados sob a justificativa de uma reestruturação, com a continuidade do atendimento pela internet.
Suspeita de fraude imobiliária
A investigação que levou à prisão também apura a venda de terrenos pertencentes a terceiros. Segundo a Polícia Civil, o empresário integraria um grupo suspeito de usar documentos em nome de uma empresa para conferir aparência de legalidade às negociações.
Os lotes eram comercializados dentro de uma área de 62 mil metros quadrados, avaliada em R$ 670 milhões e envolvida em disputas judiciais. A polícia investiga a participação de outras pessoas no suposto esquema.
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