A Solis aproveitou a Intersolar South America 2026 para reforçar sua estratégia no mercado brasileiro de armazenamento de energia. A fabricante apresentou soluções que partem de sistemas residenciais de 5 kWh e chegam a gabinetes de 261 kWh voltados a aplicações comerciais, industriais e projetos de maior porte.
Mais do que ampliar a capacidade dos equipamentos, a estratégia da companhia passa por adaptar as soluções às características de cada aplicação.
No residencial, a fabricante aposta em compatibilidade com a configuração elétrica encontrada nas residências brasileiras. No C&I, o foco avança para sistemas capazes de integrar geração fotovoltaica, baterias e gerenciamento de cargas.
A movimentação ocorre em um momento em que o armazenamento começa a ampliar seu espaço para além das aplicações tradicionais de backup. Autoconsumo, gerenciamento da demanda, continuidade de cargas críticas e integração com a geração renovável estão entre as aplicações consideradas pela Solis para o mercado nacional.
Armazenamento residencial adaptado à rede brasileira
Para o segmento residencial, um dos destaques apresentados pela fabricante foi a combinação da bateria IntelliHouse de 5 kWh com o inversor híbrido S6-EH2P7.5K02.
Um dos diferenciais apontados pela Solis está na arquitetura split-phase 2P, desenvolvida para operar com a configuração 127/220 V presente no mercado brasileiro. Segundo a fabricante, essa característica permite integrar o sistema à instalação elétrica existente sem a necessidade de adaptações mais complexas.
O conjunto trabalha ainda com baterias de baixa tensão e permite armazenar a energia produzida pelo sistema fotovoltaico para utilização em outros períodos. Entre as aplicações estão o aumento do autoconsumo e a manutenção do fornecimento para cargas durante oscilações ou interrupções da rede.
Na prática, a proposta é aproximar o armazenamento de uma aplicação que vai além da simples reserva de energia: o sistema híbrido passa a gerenciar quando consumir a geração fotovoltaica, quando armazená-la e quando utilizar a energia acumulada.
C&I ganha soluções de maior potência
No segmento comercial e industrial, a Solis apresentou os inversores híbridos trifásicos S6-EH3P50K-H e S6-EH3P75K-LV-H. Os equipamentos foram desenvolvidos para integrar geração solar, armazenamento e gerenciamento de cargas em uma mesma arquitetura.
De acordo com a fabricante, a configuração permite às empresas aumentar o aproveitamento local da geração renovável, atuar sobre períodos de maior demanda e manter cargas consideradas críticas em funcionamento durante interrupções do fornecimento.
A entrada de soluções com essa característica acompanha uma mudança no papel do armazenamento dentro dos projetos empresariais. Em vez de funcionar apenas como fonte de emergência, a bateria passa a fazer parte da estratégia de gestão energética da instalação.
Essa lógica também abre espaço para projetos dimensionados de acordo com o perfil de consumo de cada empreendimento, combinando potência dos inversores, capacidade das baterias e gerenciamento das cargas.
Sistemas de 261 kWh miram projetos de maior porte
Para aplicações que exigem maior capacidade, a fabricante levou ao mercado brasileiro os sistemas EverCore 261 kWh e FlexCore-ID 261 kWh.
Os equipamentos utilizam uma arquitetura modular e permitem expansão em paralelo, característica que possibilita aumentar a capacidade instalada conforme as necessidades do projeto. A Solis aponta aplicações em estabelecimentos comerciais, parques industriais, microrredes e projetos de integração de fontes renováveis.
No FlexCore-ID, um dos destaques técnicos é o BMS com balanceamento ativo das células. Segundo a companhia, o recurso busca melhorar o aproveitamento do sistema e contribuir para a vida útil das baterias.
A presença de equipamentos de 261 kWh também mostra como a estratégia da fabricante no país passa a cobrir uma faixa mais ampla de projetos: a mesma oferta apresentada na feira parte de uma bateria residencial de 5 kWh e avança para sistemas modulares voltados a instalações de maior escala.
Particularidades brasileiras entram no desenvolvimento
Durante a Intersolar, a Solis afirma ter concentrado parte das conversas com integradores, distribuidores, EPCs e desenvolvedores nas particularidades encontradas no mercado brasileiro.
Entre os pontos discutidos estiveram as necessidades de backup em regiões remotas, estabilidade da rede diante de eventos climáticos e mudanças relacionadas às regras de compensação da geração distribuída.
Segundo a companhia, a adaptação ao mercado nacional também envolve tensão da rede, protocolos de comunicação e práticas de instalação.
“Reconhecemos que os clientes brasileiros valorizam não apenas alta eficiência, mas também compatibilidade real com a rede e suporte localizado. Cada produto que apresentamos, desde o inversor residencial S6-EH2P7.5K02 até o gabinete FlexCore-ID de grande escala, foi cuidadosamente adaptado aos padrões locais de tensão, protocolos de comunicação e práticas de instalação”, afirmou o diretor regional da Solis para a América Latina.
Além da ampliação do portfólio, a fabricante planeja expandir a rede de suporte técnico e os programas de treinamento no Brasil. A estratégia prevê atuação com parceiros locais para instalação, operação e atendimento pós-venda dos sistemas.
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