Inspeções realizadas pela Energisa Mato Grosso, concessionária local de distribuição atende cerca de 1,7 milhão de clientes, identificaram, entre janeiro e junho, 19,6 GWh de energia consumida sem registro – volume equivalente ao consumo mensal de cerca de 90 mil residências.
O combate a ligações clandestinas e fraudes na região já resultaram em 180 prisões neste ano, dentro da Operação Energia Limpa, realizada pela companhia e forças de segurança. Segundo a distribuidora, além das perdas financeiras, as irregularidades podem provocar sobrecarga, curtos-circuitos, incêndios e interrupções que afetam outros consumidores.
A prática também tem consequência jurídica direta: o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena prevista de até seis anos de reclusão, além da obrigação de arcar com os valores do consumo não faturado.
Caso Light expôs dimensão no Rio
O episódio em Mato Grosso dá sequência ao caso da Light, divulgado pelo Canal Solar no começo deste semana. A distribuidora estima que, em sua área de concessão, 36 a cada 100 clientes regulares furtam energia, com prejuízo anual calculado em aproximadamente R$ 1,3 bilhão.
A dimensão também aparece na energia recuperada. Até agosto, a empresa havia regularizado mais de 179 mil ligações clandestinas e recuperado 259 GWh, volume estimado como suficiente para abastecer 95 mil residências durante um ano.
Light estima 36 casos de furto de energia no RJ para cada 100 clientes regulares
Problema nacional
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