A Light estima que, para cada 100 clientes regulares em sua área de concessão, 36 furtam energia, prática popularmente conhecida como “gato”. Os dados foram apresentados pela distribuidora durante um encontro com jornalistas realizado no final da última semana.
Segundo a companhia, os furtos provocam prejuízos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão por ano e estão entre os principais desafios enfrentados pela distribuidora no Rio de Janeiro.
Para dimensionar o problema, a Light afirma que o volume de energia furtada em sua área de concessão em 2025 seria suficiente para abastecer, durante um ano, todos os consumidores residenciais de baixa tensão do Espírito Santo.
Até agosto deste ano, a empresa regularizou mais de 179 mil ligações clandestinas em residências e estabelecimentos comerciais e recuperou 259 GWh de energia, volume que, segundo a companhia, seria suficiente para abastecer aproximadamente 95 mil residências durante um ano.
Além do impacto financeiro, as ligações clandestinas aumentam a carga sobre equipamentos que não foram dimensionados para atender ao consumo irregular.
Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, período marcado pelas temperaturas mais elevadas, a Light registrou 1.102 transformadores queimados em decorrência de sobrecargas associadas ao furto de energia. As ocorrências afetaram o fornecimento de aproximadamente 117 mil clientes.
Furto de cabos gera prejuízos
Outro problema enfrentado pela distribuidora é o furto de cabos. Até julho de 2026, foram registradas 718 ocorrências no Rio de Janeiro, envolvendo cerca de 70 quilômetros de fios, equivalente a aproximadamente 700 campos de futebol de 100 metros enfileirados.
Os cabos furtados representaram prejuízo de quase R$ 10 milhões. Considerando os reparos relacionados a roubos, a estimativa da Light é de gastos da ordem de R$ 25 milhões.
Como parte das medidas de combate ao problema, a Light e a Prefeitura do Rio firmaram uma parceria para integrar a concessionária ao Civitas, sistema de monitoramento por câmeras da capital.
A empresa também mantém colaboração com a Polícia Militar para intensificar o patrulhamento em áreas identificadas como rotas recorrentes dos criminosos.
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