Recursos financiarão usinas solares num total de 16,5 MW em painéis, o equivalente a uma área de oito campos de futebol. A Itaipu Binacional anunciou investimento de quase R$ 102 milhões para implantação de projetos diversos de energia renovável em instituições públicas de ensino superior e técnico do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Os recursos serão aplicados na instalação de sistemas fotovoltaicos, modernização da infraestrutura elétrica e estruturação de laboratórios de pesquisa em 91 campi universitários e técnicos, com expectativa de gerar economia anual próxima de R$ 10 milhões nas contas de energia das entidades.
Os investimentos fazem parte do edital IPES/2025, criado para estimular o desenvolvimento de instituições públicas de ensino por meio da transição energética e da ampliação da infraestrutura acadêmica e científica.
Entre outras iniciativas, o programa prevê a instalação de 16,5 MW em painéis solares fotovoltaicos distribuídos entre as unidades beneficiadas. Segundo a Itaipu, os módulos ocupariam, juntas, área equivalente a aproximadamente oito campos de futebol.
Energia solar
Do valor total anunciado pela binacional, cerca de R$ 53,8 milhões serão destinados diretamente à implantação dos sistemas de geração fotovoltaica nos campi. Outros R$ 22,8 milhões serão aplicados em melhorias da infraestrutura elétrica das instituições e na integração dos novos sistemas às redes já existentes.
Além disso, R$ 25,3 milhões serão direcionados à aquisição de equipamentos voltados a 39 laboratórios universitários de pesquisa relacionados ao setor energético.
O projeto busca não apenas reduzir despesas operacionais das instituições de ensino, mas também ampliar a capacidade de pesquisa e inovação em temas ligados à transição energética, armazenamento de energia e sustentabilidade.
Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o aporte deve gerar impacto direto na qualidade do ensino público superior.
Economia
A expectativa é que a redução das despesas com energia elétrica permita às instituições redirecionar recursos para outras áreas prioritárias, como assistência estudantil, expansão acadêmica e pesquisa.
O reitor da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), Miguel Sanches Neto, afirmou que a implantação das usinas fotovoltaicas era uma demanda antiga das instituições públicas de ensino.
Segundo ele, no caso da UEPG, a economia obtida com a conta de energia deverá ser revertida para políticas de permanência estudantil. Outro eixo importante do programa é o fortalecimento da pesquisa científica.
Aproximadamente 25% dos recursos totais do edital serão direcionados à criação e modernização de laboratórios voltados ao desenvolvimento tecnológico em energia renovável e armazenamento energético.
Recursos
Do total de quase R$ 102 milhões, cerca de R$ 82 milhões serão destinados a projetos em 39 municípios do Paraná, enquanto R$ 20 milhões serão aplicados em oito municípios do Mato Grosso do Sul.
Segundo a Itaipu, R$ 63,5 milhões serão direcionados a universidades federais e R$ 38,5 milhões para instituições estaduais e uma universidade municipal.
A gestão e fiscalização dos recursos ficarão sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal, parceira da Itaipu Binacional em editais voltados ao apoio de municípios e entidades públicas.
Com a assinatura dos planos de ação realizada pela binacional, as instituições poderão agora iniciar os processos licitatórios para contratação dos serviços e implantação dos sistemas solares.
Instituições contempladas
Os recursos para o fomento da energia renovável da pela Itaipu Binacional serão distribuídos entre 15 instituições públicas de ensino superior e técnico do Paraná e Mato Grosso do Sul.
- UFPR (Universidade Federal do Paraná) – R$ 22,4 milhões;
- Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) – R$ 15,1 milhões;
- UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) – R$ 10,6 milhões;
- UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) – R$ 10 milhões;
- UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) – R$ 9,4 milhões
- IFPR (Instituto Federal do Paraná) – R$ 8,1 milhões.
- UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) – R$ 5,2 milhões;
- Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) – R$ 4,7 milhões;
- Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) – R$ 4,4 milhões;
- UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) – R$ 3,9 milhões;
- UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) – R$ 2 milhões;
- IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) – R$ 2 milhões;
- UEL (Universidade Estadual de Londrina) – R$ 1,8 milhão;
- Unespar (Universidade Estadual do Paraná) – R$ 1,6 milhão,
- Fafiman (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari) – R$ 177,6 mil.
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