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Prédios novos em SP deverão ter ponto de recarga para VEs

Medida começou a valer a partir de 31 de março para projetos de prédios comerciais e residenciais registrados na prefeitura

Autor: 5 de abril de 2021abril 21st, 2021Mobilidade urbana
Prédios novos em SP deverão ter ponto de recarga para VEs

Desde a última quarta-feira (31), prédios novos construídos na cidade de São Paulo devem dispor de sistema de recarga de VEs (veículos elétricos).

A exigência começou a valer para projetos de prédios comerciais e residenciais registrados na prefeitura a partir desta data. Ou seja, edificações que já estão em andamento não precisam fazer tais adequações. 

Projeções da Zletric, rede de recarga para veículos elétricos no Brasil, apontam que a nova lei deve promover mudanças em mais de mil projetos de novos prédios nos próximos cinco anos na cidade. 

Analisando este cenário, José Marangon, especialista em mercados de energia elétrica, comentou como essa medida pode impactar o setor e destacou que a norma criada deve incentivar a compra de veículos elétricos. 

“Normalmente, estes pontos de recarga necessitam de 7,5 kW de potência, pois são para carga lenta noturna, principalmente. Para a rede de distribuição, isto não é problema se houver um sinal na tarifa para carregar após às 21 horas, quando o sistema está descarregado. No caso, a tarifa branca faria esta função”, explicou Marangon. 

Leia mais: Veículos elétricos serão responsáveis por 58% das vendas globais em 2040

Para Adalberto Maluf, presidente do Conselho da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), este tipo de medida é importante para incentivar e estimular a mobilidade elétrica, uma vez que reduz a emissão de poluentes e os ruídos urbanos, melhorando a qualidade de vida das pessoas.

Opinião: Obrigatoriedade de carregamento de carros elétricos em São Paulo

Mais análises

Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), que representa 90 mil empresas, ressaltou que essa lei é um passo importante para a sociedade e tem o apoio do mercado imobiliário. 

“Consideramos adequado que, num primeiro momento, não haja obrigatoriedade de instalação de sistemas de recarga para empreendimentos populares novos e edifícios existentes, pois, embora os carros elétricos sejam um caminho sem volta, ainda são caros e pouco acessíveis ao consumidor de uma forma geral. Além disso, em prédios existentes, muitas vezes o reforço de carga do sistema elétrico é caro e até inviável tecnicamente de ser realizado”, apontou.

“Para empreendimentos populares, a pressão de custos é muito grande. Com o aumento da produção, e consequente diminuição dos custos, e a instalação de um ecossistema de abastecimento pelas cidades, a adesão será natural e progressiva por parte de toda a sociedade”, acrescentou Borges. 

De acordo com ele, há expectativa de outras cidades adotarem tal medida. “Sem dúvida, este movimento é irreversível e mundial. Além disso, as leis promulgadas na cidade de São Paulo sempre são uma referência para outros municípios do país”.

Impacto no mercado imobiliário

O executivo afirmou que, neste primeiro momento, o impacto no mercado imobiliário será pequeno. “Creio que não haverá aumento do valor de venda dos imóveis em função da obrigatoriedade criada pelo regulamento”.

“O dimensionamento dos sistemas de recarga para VEs fica a critério dos incorporadores, que naturalmente têm o desejo de atender aos consumidores. E, independentemente da norma, já vinham concebendo empreendimentos imobiliários com sistemas de recarga”, finalizou.  

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Experiência como produtor, repórter e apresentador em diferentes veículos de comunicação: mídia impressa, online e televisiva.

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