A capacidade instalada acumulada de MMGD (micro e minigeração distribuída) deverá alcançar 72,5 GW em 2030, segundo nova projeção elaborada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico, pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), divulgada na última sexta-feira (07/08).
O volume representa um aumento de 5 GW, ou 7,4%, em relação à estimativa apresentada na primeira Revisão Quadrimestral do Planejamento Anual da Operação Energética 2026-2030.
A geração média proveniente da MMGD, considerando a base existente e a expansão prevista, deverá passar de 8.536 MW médios em 2026 para 11.240 MW médios no fim da década, o equivalente a um crescimento médio anual de 9,6%.
Do total projetado para 2030, o Sudeste/Centro-Oeste responderá por 5.868 MW médios. Na sequência aparecem o Nordeste, com 2.386 MW médios; o Sul, com 2.001 MW médios; e o Norte, com 985 MW médios.
Entre os fatores que podem favorecer a expansão, o estudo cita os incentivos ao armazenamento estabelecidos pela Lei nº 15.269/2025, o benefício do Reidi para a minigeração, o crescimento dos sistemas grid zero, a expansão dos veículos elétricos e a demanda reprimida por eletricidade.
Por outro lado, a projeção considera riscos como as taxas de juros elevadas, o aumento do imposto de importação de inversores, a cobrança crescente do Fio B e as negativas de pareceres de acesso relacionadas à inversão de fluxo.
O documento também aponta incertezas envolvendo a reforma tributária, os eventuais cortes de geração aplicados à MMGD e possíveis mudanças na tarifa branca.
A nova estimativa para a geração distribuída integra a revisão das previsões de carga do SIN. O estudo projeta que a carga total do sistema crescerá, em média, 4,5% ao ano, alcançando 101.947 MW médios em 2030.
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