O primeiro ciclo completo de faturamento após o reajuste tarifário da RGE (Rio Grande Energia) provocou dúvidas e elevou a procura dos consumidores gaúchos pelos órgãos de defesa do consumidor.
Com o aumento médio aprovado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 19 de julho de 14,93% para clientes residenciais – percentual quase três vezes maior que a inflação acumulada nos últimos 12 meses – moradores do interior do Estado estranharam a alta expressiva nas contas de luz com vencimento em agosto.
Em Erechim (RS), o Procon municipal informou que diante do volume de reclamações recebidas notificou a RGE no dia 3 de agosto, solicitando esclarecimentos sobre os aumentos relatados pelos consumidores e a adoção de providências urgentes no prazo de até 10 dias.
Apesar disso, o Procon orienta que, antes de formalizar uma reclamação por eventual erro na cobrança, é importante que o consumidor analise a própria fatura para verificar se o aumento decorre do reajuste tarifário, de uma elevação no consumo ou de outros fatores relacionados ao faturamento.
A diretora do Procon de Erechim, Roseli Battisti, explica que a análise da fatura é o primeiro passo para identificar a origem da diferença nos valores.
“É muito importante que o consumidor verifique a fatura e compare o consumo em kWh com os meses anteriores. Precisamos identificar se houve realmente um aumento no consumo ou se a diferença está relacionada ao reajuste tarifário ou a outros fatores”, afirmou ela.
O que o consumidor deve fazer?
Antes de registrar uma reclamação, o Procon recomenda que o consumidor faça uma análise da própria fatura.
As principais orientações são:
- Comparar o consumo em kWh com o registrado nos meses anteriores;
- Verificar se houve mudança de hábitos ou utilização de novos equipamentos elétricos;
- Conferir se o período de leitura da conta é semelhante ao das faturas anteriores.
Caso o valor continue sendo considerado incompatível com o histórico de consumo, a orientação é entrar em contato com a RGE, solicitar esclarecimentos e guardar o número do protocolo de atendimento.
Se a resposta da distribuidora não solucionar a situação, o consumidor pode procurar o Procon, apresentando:
- Documento de identificação;
- Fatura de energia elétrica;
- Fotografia atual do medidor de energia;
- Protocolo de atendimento fornecido pela RGE, caso já tenha procurado a concessionária.
Cada situação é analisada individualmente pelo órgão, que mantém canal direto de comunicação com a RGE para encaminhar e acompanhar as demandas apresentadas pelos consumidores.
RGE foi procurada
O Canal Solar entrou em contato com a RGE na manhã desta sexta-feira (7) para solicitar um posicionamento sobre a notificação emitida pelo Procon de Erechim e os relatos de consumidores sobre o aumento nas contas de energia. Assim que a empresa se manifestar, este conteúdo será atualizado.
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