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Artigo de Opinião

Mercado de energia solar vislumbra bons resultados para o 2º semestre

Perspectivas são positivas e setor deve manter crescimento de negócios e empregos

A cada mês que passa, conforme a vacinação avança, a pandemia de Covid-19 vai arrefecendo no Brasil. Diferente de outros setores, o mercado de energia solar fotovoltaica sentiu menos os reflexos da crise econômica intensificada pela pandemia e se manteve firme e crescente, com potencial para fechamento de negócios e geração de empregos.

Mas, agora que já passamos da metade do ano, o que podemos esperar dos próximos meses?

Se tomarmos como base o cenário registrado nos primeiros meses de 2021, vislumbramos um segundo semestre muito bom para o setor de energia solar fotovoltaica, com expectativa de crescimento mês a mês. E, embora ainda não seja possível prever quando essa situação de pandemia vai acabar, a projeção otimista está baseada em fatores como a crise hídrica, que reforça ao mercado consumidor que é possível, sim, gerar sua própria energia.

Isso, aliado à tendência de aquecimento da economia e ao fato de que as pessoas já aprenderam a conviver com o cenário de pandemia. Na minha visão, no segundo semestre o mercado de energia solar deve sentir um aquecimento na procura por geradores solares. O agravamento da crise hídrica já enfrentada em estados do Sul e do Sudeste desencadeia a crise energética e, consequentemente, eleva os custos da energia para o consumidor.

Com isso, a demanda por geração de energia solar desponta ainda mais como uma alternativa, não somente no que diz respeito à redução de custo, mas também como uma opção de fonte de energia sustentável. Vale destacar, no entanto, que o aumento na demanda, mesmo com uma eventual queda do dólar, ainda não significará a possibilidade de repasse de preços mais baixos para os distribuidores.

Isso porque o valor dos materiais está subindo no exterior diante de uma combinação de fatores, como a alta demanda mundial e especialmente dentro da China (que se comprometeu a ter uma economia de carbono neutro até 2060), além de dificuldades na cadeia de suprimentos e do frete internacional. Com tudo isso, seguimos firmes e otimistas, trabalhando para levar energia solar ao alcance de todos.

Leandro Martins
Sobre o autor
Leandro Martins

Presidente da Ecori Energia Solar, com larga experiência, referência em energia solar fotovoltaica. Responsável pela popularização da tecnologia MLPE no Brasil, trazendo inicialmente a marca APsystems, e mais tarde, a SolarEdge para o país. Atua no mercado internacional desde 1996 em diversos segmentos e é formado em Comércio Exterior pela UNIBERO-SP.

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