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Início / Guia do Consumidor / Placas solares fotovoltaicas: escolha as melhores em 2026

Placas solares fotovoltaicas: escolha as melhores em 2026

Ela faz parte do sistema solar fotovoltaico de geração de energia elétrica
Acompanhe pelo Whatsapp
  • Foto de Redação Canal Solar Redação Canal Solar
  • 15 de dezembro de 2025, às 19:55
12 min 18 seg de leitura
Painel solar fotovoltaico

As placas solares fotovoltaicas são, atualmente, protagonistas na geração de energia limpa no Brasil e a energia solar corresponde a 22% de toda a matriz elétrica do país.

A tendência, inclusive, é de expansão, uma vez que a tecnologia gera a redução de custos, avanços tecnológicos e se apoia no crescente interesse em soluções sustentáveis.

Com a chegada de novas tecnologias, como TOPCon e PERC, há promessas de ainda mais benefícios, e por isso é importante entender a fundo como funciona um painel solar, quais são suas diferenças, preços e critérios de escolha para investir com segurança.

Tem interesse em aderir à revolução energética? Descubra como funcionam as placas solares fotovoltaicas e veja como a captação de radiação solar (e a transformação em energia elétrica) pode alimentar desde pequenas residências a sistemas comerciais!

O que são placas solares fotovoltaicas?

As placas solares fotovoltaicas (ou módulos ou painéis solares) são equipamentos desenvolvidos para converter a luz do sol em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico, graças à sua composição de células de silício, vidro temperado e uma moldura resistente para proteger todo o sistema contra intempéries como poeira, vento e granizo.

A partir do efeito fotovoltaico, as placas geram energia de placa solar de forma contínua e silenciosa, com alta durabilidade. No geral, um sistema desses pode operar por mais de 25 anos quando instalado e mantido adequadamente.

Por isso, tornaram-se a base dos sistemas fotovoltaicos no país, desde aplicações residenciais até grandes usinas solares.

Como funcionam tecnicamente?

As placas solares fotovoltaicas funcionam a partir de um fenômeno chamado efeito fotovoltaico, que é o processo no qual a luz do sol se transforma em energia elétrica. Apesar de parecer algo complexo, o funcionamento pode ser entendido em três etapas simples, veja no infográfico abaixo:

Infográfico sobre o funcionamento das placas solares fotovoltaicas.
Imagem: Canal Solar / Reprodução

Mas é claro que, mesmo que o funcionamento pareça simples, o processo depende de fatores como intensidade da luz, temperatura, sombreamento e eficiência da tecnologia utilizada nas células. Por isso, a qualidade das placas fotovoltaicas influencia diretamente o desempenho do sistema como um todo.

Qual é a estrutura de uma placa solar?

Uma placa solar fotovoltaica é formada por vários componentes que trabalham juntos para transformar a luz do sol em energia elétrica. Embora pareça um equipamento simples quando visto no telhado, sua estrutura é altamente tecnológica e projetada para suportar décadas de uso em ambientes externos.

A base de tudo são as células fotovoltaicas, responsáveis por converter a radiação solar em eletricidade. Essas células são feitas de silício, o material mais utilizado no mercado, e podem ser de dois tipos principais: monocristalinas e policristalinas:

  • As células monocristalinas possuem eficiência mais alta e são reconhecidas pela cor preta uniforme;
  • As policristalinas, geralmente azuladas, têm custo de fabricação mais baixo e eficiência menor.

Como uma célula isolada gera pouca energia, várias delas são conectadas entre si, e formam o painel solar. Quanto mais células e maior sua eficiência, maior será a potência final da placa. Além das células, a estrutura da placa solar inclui:

  • Vidro temperado: camada frontal que protege as células contra impactos, ventos fortes e chuvas;
  • EVA (acetato de vinila): filme plástico que encapsula e garante a fixação das células;
  • Backsheet: camada traseira que isola eletricamente e protege contra umidade;
  • Moldura de alumínio: reforça a resistência mecânica e facilita a fixação no telhado;
  • Caixa de junção: onde ficam os diodos bypass, responsáveis por prevenir o sobreaquecimento das células e reduzir a perda de geração em situação de sombreamento.

Quais são os principais tipos de placas solares?

Existem diferentes tipos de placas solares, cada uma com características específicas que influenciam sua eficiência, custo e aplicação. Aqui estão os principais tipos.

Placas solares de silício monocristalino

As placas solares de silício monocristalino são produzidas a partir de um único cristal de silício, o que garante boa eficiência energética e desempenho por metro quadrado. Visualmente, possuem coloração mais escura e aparência uniforme.

Apesar de o processo de fabricação ser complexo, a maior parte das fábricas opera quase exclusivamente com tecnologia monocristalina. Isso ocorre porque esse tipo de placa entrega mais potência por unidade e melhor aproveitamento logístico (mais watts transportados por contêiner), o que favorece a produção em larga escala.

Como resultado, os módulos monocristalinos se tornaram os mais disponíveis no mercado e são amplamente utilizados em instalações residenciais, comerciais e industriais. 

Atualmente, essa tecnologia é o padrão da indústria fotovoltaica, tanto pela eficiência quanto pela ampla oferta de modelos.

Placas solares de filme fino

As placas solares de filme fino são fabricadas com uma camada fina de material fotovoltaico depositada sobre uma superfície como vidro, plástico ou metal.

Esse tipo de painel é mais flexível e leve, tornando-o uma boa escolha para aplicações que exigem materiais leves ou superfícies não convencionais.

Embora sejam menos eficientes do que as placas de silício, as placas de filme fino costumam ter um custo menor e podem funcionar melhor em condições de pouca luz, como dias nublados ou sombreados.

Placas solares de silício policristalino

Placa solar em cima de telhado.
Imagem: Adobe Stock

As placas solares de silício policristalino são formadas por múltiplos cristais de silício fundidos. No entanto, essa tecnologia tem perdido espaço rapidamente no mercado. Atualmente, a oferta de módulos policristalinos é cada vez mais limitada, já que os fabricantes migraram quase totalmente para o monocristalino. Isso reduziu a variedade de modelos disponíveis e tornou esse tipo de placa menos comum em novas instalações.

Hoje, o uso de placas policristalinas acontece mais por disponibilidade pontual do que por vantagem técnica ou econômica, o que explica por que elas têm sido gradualmente substituídas pelo monocristalino em projetos residenciais e comerciais.

TOPCon

As placas solares com tecnologia TOPCon (Tunnel Oxide Passivated Contact), também chamadas de Tipo N, representam uma das evoluções mais recentes da indústria fotovoltaica porque utilizam células de silício do tipo N, que sofrem menos degradação ao longo do tempo e apresentam melhor desempenho em altas temperaturas.

A principal diferença dessa tecnologia está na camada ultrafina de óxido que fica entre o silício e o contato elétrico. Essa camada funciona como um “túnel” que oferece um caminho facilitado para os elétrons, evitando a dispersão no meio do caminho. Além disso, é adicionada uma camada de polisilício dopado que serve como passivação, sendo responsável por reduzir as perdas internas e aumentar a eficiência de conversão.

Além de grande eficiência operacional, essas placas têm melhor performance em dias nublados e menor taxa de degradação anual, o que ajuda a manter a geração de energia mais estável ao longo dos ciclos de vida útil do módulo.

PERC

A tecnologia PERC (Passivated Emitter Rear Cell) foi um dos principais avanços dos últimos anos. Nessas células, a parte traseira recebe uma camada de alumínio de passivação que reduz o desperdício de elétrons e reflete a luz que passou direto e não foi absorvida. Desta forma, a luz ganha uma nova oportunidade de ser absorvida e gerar energia.

O resultado é uma produção acentuada de energia, especialmente em condições de luz indireta ou temperaturas elevadas. Vale observar, contudo, que o modelo vem sendo gradualmente substituído por opções como as linhas TOPCon.

Fatores para considerar ao escolher placas solares hoje

Escolher placas solares em 2026 exige mais do que comparar modelos ou buscar o preço mais baixo. O mercado evoluiu, novas tecnologias surgiram e as condições de instalação variam bastante entre casas, comércios e indústrias.

Por isso, antes de fechar uma compra, analise fatores técnicos e estruturais como:

Fator O que significa? Valores / parâmetros importantes Impacto na escolha
Eficiência do módulo Percentual da luz solar convertido em energia elétrica. 20% a 22,5% na média atual. TOPCon e tecnologia Tipo N lideram em eficiência. Quanto maior a eficiência, menos placas são necessárias para gerar a mesma energia.
Tecnologia da célula Tipo de silício e método de fabricação das células. Monocristalino, PERC, TOPCon, Filme Fino (policristalino é raro hoje). Afeta rendimento, comportamento térmico e desempenho em baixa irradiância.
Bancabilidade da marca (Tier) Capacidade financeira da marca em projetos financiados por bancos. Tier 1 exige histórico de projetos financiados por diferentes bancos comerciais em grande escala. Indica solidez financeira do fabricante.
Potência do módulo (Wp) Energia máxima que cada placa pode gerar em condições padrão. 590 W a 630 W são os mais comuns; modelos de 700 W a 715 W já estão no mercado. Placas mais potentes reduzem a quantidade necessária no telhado ou na usina.
Degradação anual Perda de eficiência ao longo do tempo. ~0,45% a 0,55% ao ano; até ~0,4% em módulos TOPCon. Menor degradação aumenta a produção acumulada ao longo da vida útil do sistema.
Garantias Compromissos do fabricante sobre o produto e a geração. Produto: 10–15 anos; Performance: 25–30 anos (80%–88%). Garante segurança contra defeitos e previsibilidade da geração no longo prazo.
Resistência climática Capacidade de suportar condições extremas. Certificações IEC 61215 e IEC 61730. Indica resistência a vento, granizo, calor, umidade e raios UV.
Dimensões e peso Tamanho e massa dos módulos. ~2 m × 1 m; 25 kg a 32 kg por módulo. Impacta o layout da instalação e as exigências estruturais do telhado.
Custo-benefício real Relação entre potência, garantia e eficiência. Avaliação técnica, não apenas preço unitário. Um módulo mais eficiente pode reduzir estruturas, cabos e mão de obra.

Quanto custa instalar placa solar hoje no Brasil?

O custo para instalar placas solares fotovoltaicas depende de fatores como o tipo de módulo escolhido, o inversor, a estrutura de fixação, a potência do sistema, a localização do imóvel e até a complexidade do telhado.

Por isso, o valor final não se resume ao preço da placa solar, mas ao conjunto que constitui o sistema fotovoltaico. Hoje, um sistema residencial ou comercial inclui:

  • Placas solares (os módulos fotovoltaicos);
  • Inversor solar (ou microinversores);
  • Estruturas de fixação;
  • Cabos, conectores e proteções elétricas;
  • Projeto técnico + mão de obra especializada;
  • Homologação junto à distribuidora.

Com isso, os valores médios praticados no Brasil são*:

Tipo de sistema / porte estimado Preço por Wp (R$/Wp) Exemplo de sistema (potência) Valor estimado
Residencial pequeno / modesto (~2 kWp) ~ R$ 3,87/Wp 2 kWp ~ R$ 7.700
Residencial típico / médio (~4 kWp) ~ R$ 2,84/Wp (jun 2025) 4 kWp ~ R$ 11.360
Residencial/modesto (~8 kWp) ~ R$ 2,31/Wp (nível mais competitivo) 8 kWp ~ R$ 18.500
Comercial pequeno / micro-geração (ex: até ~30–75 kWp) ~ R$ 2,02–2,28/Wp (variável conforme porte) 30–75 kWp depende do porte (ex: 30 kWp → ~R$ 60.000; 75 kWp → ~R$ 170.000)
Sistemas maiores / minigeração (modelo comercial/industrial) varia bastante conforme porte, infraestrutura, estrutura, logística e escala ≥150 kWp (ou mais) preço dependente do caso — custos mais sensíveis a customização e logística

* Valores de referência e estimados multiplicando a potência pelo preço por Wp: servem como cálculo base, mas podem variar bastante conforme características do projeto (tipo de módulo, estrutura, mão de obra, local, impostos, logística etc.).

Como escolher a placa solar ideal?

A escolha da placa solar ideal deve ser feita com base nas necessidades específicas de cada projeto fotovoltaico.

Em algumas situações, pode ser mais vantajoso optar por placas com maior potência para reduzir a quantidade de unidades instaladas.

O preço, por sua vez, varia de acordo com a capacidade financeira de cada cliente.

Contudo, sempre que possível, é recomendável optar por marcas de qualidade superior. Embora o custo inicial seja mais elevado, o investimento se justifica pelo menor gasto com manutenção e pela maior durabilidade do equipamento, que pode operar de forma eficiente por até 25 anos.

Outro item que deve se verificar é a taxa de eficiência. A taxa de eficiência de um painel fotovoltaico representa a porcentagem da energia solar que é convertida em eletricidade utilizável.

Em geral, a eficiência dos painéis fotovoltaicos disponíveis no mercado varia entre 21% e 22%. Isso significa que de toda a energia solar captada, essa porcentagem é transformada em energia elétrica.

Painéis mais bancáveis, como os de Tier 1, tendem a ter uma eficiência mais alta, enquanto os de categorias inferiores podem apresentar uma eficiência menor. A eficiência também depende da tecnologia empregada, como células monocristalinas ou policristalinas.

Onde comprar as placas solares?

Dois trabalhadores vestidos com roupas de segurança, apertando as mãos em frente a placas solares.
Imagem: Adobe Stock

No Brasil, há uma ampla variedade de distribuidoras que vendem placas solares. No entanto, a compra direta pelo consumidor não é recomendada.

O processo de aquisição deve ser conduzido por um integrador ou arquiteto, profissionais qualificados para identificar o produto mais adequado às necessidades específicas de cada projeto.

Esses especialistas garantem não apenas a escolha correta do equipamento, mas também a instalação adequada, o que assegura eficiência e durabilidade ao sistema fotovoltaico.

Com isso, você deve ter em mãos todas as informações para entender como funcionam as placas solares fotovoltaicas e como tomar uma decisão muito bem informada. Mas aproveite para acompanhar mais novidades no Canal Solar para ficar por dentro de tudo sobre energia solar!

Conclusão

Investir em placas solares é uma decisão inteligente e sustentável, tanto para economizar na conta de luz quanto para contribuir com a preservação do meio ambiente.

Com uma variedade de opções disponíveis, desde tipos de tecnologia até marcas, escolher o modelo ideal depende das necessidades do projeto e do orçamento.

Além disso, a instalação correta por profissionais qualificados garante o máximo desempenho e segurança do sistema.

Com alta durabilidade e baixa manutenção, as placas solares representam uma solução eficiente e de longo prazo para geração de energia limpa e renovável.

Foto de Redação Canal Solar
Redação Canal Solar
Conteúdo assinado por especialistas e colaboradores do Canal Solar, com análises técnicas, reflexões práticas e experiências do setor de energia solar.
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Uma resposta

  1. Avatar Adriana Maia Ameixeira Silveira disse:
    31 de outubro de 2023 às 00:37

    gostaria de orçamento para residência

    Responder

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