GC Solar 22.71 GW GD Solar 50.47 GW
Mercado & Investimentos

Bônus de Itaipu reduz preço da energia elétrica e agosto tem maior deflação em 4 anos

Energia elétrica residencial recuou 7,63% em agosto; sem esse movimento, a inflação teria ficado positiva, mostrando o peso do item no IPCA

Canal Solar - Bônus de Itaipu reduz preço da energia elétrica e IPCA tem maior deflação em 4 anos

Foto: Magnific

A energia elétrica residencial recuou 7,63% em agosto na comparação com julho e foi determinante para o Brasil registrar a maior deflação mensal dos últimos quatro anos, mostram dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o orgão, a inflação oficial do país – medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – caiu 0,32% em agosto, após avançar 0,07% no mês anterior. Essa foi a maior queda mensal do índice desde agosto de 2022, quando o IPCA havia recuado 0,36%.

Neste cenário, a energia elétrica residencial exerceu impacto de -0,33 ponto percentual sobre o resultado de agosto. Isso significa que, retirando matematicamente essa contribuição, o IPCA teria ficado próximo da estabilidade, mas no campo positivo, em cerca de 0,01%.

O movimento chama atenção principalmente pela mudança em relação ao mês anterior. Em julho, a energia elétrica residencial havia subido 3,09% e contribuído com 0,13 ponto percentual para a inflação.

Bônus de Itaipu contribuiu para queda em agosto

A redução registrada pelo IBGE em agosto foi influenciada pelo Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de energia dos consumidores. Por isso, o recuo de 7,63% não representa necessariamente uma redução estrutural das tarifas de energia elétrica.

O resultado mensal incorpora o efeito do crédito recebido pelos consumidores no período. O movimento ocorreu mesmo com a vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Com a queda da energia elétrica, o grupo Habitação também apresentou redução no IPCA de agosto.

Em julho, energia elétrica subiu e impediu deflação

A mudança de um mês para o outro evidencia o peso da eletricidade residencial sobre a inflação oficial brasileira. Em julho, conforme mostrou o Canal Solar, o IPCA avançou 0,07%, enquanto a energia elétrica residencial subiu 3,09% e apresentou impacto de 0,13 ponto percentual no índice.

Sem essa contribuição, o resultado daquele mês teria ficado aproximadamente 0,06% negativo. Ou seja, a energia elétrica foi suficiente para impedir que o país registrasse deflação em julho.

Em agosto, ocorreu justamente o movimento contrário: a energia elétrica passou de uma das principais pressões sobre a inflação para o item com maior contribuição para a queda do indicador. Entre julho e agosto, a contribuição da eletricidade residencial para o IPCA passou de +0,13 para -0,33 ponto percentual, uma diferença de 0,46 ponto percentual.

Brasil teria tido deflação em julho se conta de luz não tivesse disparado, revela IBGE 

Energia e seu peso sobre a inflação

A comparação entre os dois meses ajuda a dimensionar como as variações da energia elétrica residencial podem influenciar a inflação no Brasil. Em julho, a alta da eletricidade contribuiu para manter o IPCA no campo positivo. Em agosto, sua queda teve impacto superior à própria deflação registrada pelo índice geral.

Isso acontece porque a energia elétrica residencial integra o grupo Habitação e possui peso relevante na cesta de produtos e serviços acompanhada pelo IBGE para calcular a inflação. O IPCA acompanha a variação dos preços para famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e é considerado o índice oficial de inflação do país.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.

Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.