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Shell e Gerdau vão construir um novo parque solar em Minas Gerais

O empreendimento deverá ter capacidade instalada de aproximadamente 260 MWp e será construído em 2023

Autor: 8 de fevereiro de 2022Brasil
Shell e Gerdau vão construir um novo parque solar em Minas Gerais

A joint-venture tem participação igualitária das duas empresas no negócio

A Shell e Gerdau firmaram um novo acordo para a formação de uma joint-venture, com participação igualitária das duas empresas no negócio, para desenvolvimento, construção e operação de um novo parque solar no Estado de Minas Gerais, a ser construído em 2023. 

No ano passado, as duas empresas já tinham assinado um termo de cooperação para o desenvolvimento de uma usina fotovoltaica de 190 MW no município de Brasilândia de Minas (MG).

Segundo a Shell, a companhia vem aumentando seus investimentos em energias renováveis no mundo todo, e também no Brasil, e encontra na Gerdau um parceiro totalmente alinhado com a busca de uma matriz energética mais limpa.

A empresa ainda informou que o acordo, que ainda depende de aprovação das condições precedentes, entre elas a aprovação das autoridades regulatória e concorrencial brasileira, estabelece as premissas para a atividade da joint-venture na geração e contratação de longo prazo para a aquisição de energia limpa.

O parque, que deverá ter capacidade instalada de aproximadamente 260 MWp, fornecerá 50% do volume produzido para unidades de produção de aço da Gerdau no Brasil, na modalidade de autoprodução, e a outra metade será negociada no mercado livre por meio da Shell Energy Brasil, a comercializadora de energia da Shell.

A parceria poderá viabilizar o desenvolvimento de aproximadamente 1/3 da capacidade total do parque solar. A Shell seguirá buscando outros clientes de longo prazo – como autoprodutores, por exemplo – para endereçar o volume remanescente do complexo. 

A iniciativa com a Gerdau está alinhada à estratégia global do Grupo Shell de oferecer soluções de energia limpa a clientes e avançar na descarbonização, representando mais um importante investimento na jornada pela transição energética.

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Em 2021, o Grupo Shell firmou publicamente o compromisso global de atingir emissões líquidas zero até 2050, com a meta complementar de redução de emissões absolutas em 50% até 2030 em comparação a 2016.

Para a Gerdau, a iniciativa também está alinhada ao compromisso da empresa de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa dos escopos 1 e 2 de seu inventário, para 0,83 t de CO₂e por tonelada de aço, valor 50% inferior à média global da indústria do aço. 

Hoje, a empresa possui uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,93 t de CO₂e por tonelada de aço, quando comparada com a média global do setor, de 1,89 t de CO₂e por tonelada de aço, segundo os dados de 2020 divulgados pela World Steel Association (worldsteel).

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“Estamos dando mais um importante passo na construção de um portfólio robusto em energias renováveis no Brasil, reforçando a diversificação dos nossos negócios, sempre em linha com o nosso propósito de prover mais energia e de forma cada vez mais limpa. Ficamos muito contentes com essa parceria estratégica e orgulhosos pelo reconhecimento na Shell como player importante no desenvolvimento de soluções em energia limpa, de forma confiável e competitiva”, celebra o diretor de Renováveis e Soluções de Energia da Shell Brasil, Guilherme Perdigão.

“Este segundo parque solar em parceria com a Shell reforça o compromisso da Gerdau de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos no Brasil e no mundo, construindo um futuro mais sustentável para todos. Nossos investimentos em energia renovável fazem parte de um plano mais amplo de diversificação de negócios complementares ao aço. Estamos avaliando também oportunidades em energia eólica nas Américas”, afirma Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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